Os índices de varejo on-line (VOL), publicidade on-line e e-learning, medidos pela Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico e pela consultoria e-Consulting, totalizaram um expressivo crescimento da economia digital brasileira no primeiro semestre de 2004.
O VOL alcançou R$ 506,5 milhões em maio, valor 39,5% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado. O valor corresponde a 2,9% do varejo total do País, com base nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O VOL-Automóveis cresceu 47% em relação a maio do ano passado, totalizando R$ 315,4 milhões e é responsável por 62,3% do total do VOL. O VOL-Turismo e o VOL-Bens de Consumo movimentaram em maio, respectivamente, R$ 53,3 milhões e R$ 137,7 milhões. Juntos, totalizaram 33% a mais do que em maio do ano passado. O VOL-Turismo representou 10,5% do total do VOL, enquanto o VOL-Bens de Consumo foi responsável por 27,2%.
As campanhas na Web devem movimentar este ano R$ 203 milhões - crescimento de 16% em relação a 2003 e o equivalente a 1,35% do bolo publicitário total do país, da ordem de US$ 5 bilhões. A e-Consulting identifica como tendência o segmento de links patrocinados e o aumento do controle sobre o uso indiscriminado do e-mail marketing por entidades do setor via políticas anti-spam e legislação específica.
Para os próximos dois anos, o índice de crescimento médio anual previsto se mantém na ordem de 18% por ano. Desta forma, a publicidade on-line deve atingir o montante de R$ 235 milhões em 2005 e R$ 310 milhões em 2006.
Já o e-learning é apontado como investimento em grandes empresas. Atualmente, 33% estão apostando nesta área, 18% investem sistematicamente e 23% planejam investimentos neste sentido. Do total pesquisado, 14% apareceram sem intenção de aplicar esforços em e-Learning ainda.
Com relação aos funcionários das empresas, a pesquisa da e-Consulting relata que 29% deles já participaram de algum treinamento ou atividade relacionada à modalidade, mas que não foi oferecida pela empresa; 32% dizem que sua empresa não faz uso contínuo do método e que pouquíssimas vezes participaram de alguma ação associada ao método; e 24 % afirmam que a empresa não provê e-learning. Para saber mais informações sobre a economia digital, acesse os indicadores na home da Camara-e.net.
Fonte: Camara-e.net
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