Business to Consumer - B2C

Dominada B2C (business to consumer) ou negócios-consumidor, é uma das modalidades de comercialização eletrônica, e que pode ser considerada como o “varejo eletrônico”. A referida modalidade se caracteriza pela definição do shopping virtual, onde as empresas instaladas na rede oferecem seus produtos ao consumidor em geral, que acessa remotamente o site dessas empresas cujos se produtos se encontram à disposição para aquisição através da rede (BESSA, 2000).

Segundo Lynch & Lundquist (1996), este foi o foco das empresas que se alojaram na Internet para comercialização de seus produtos durante os anos 90, as chamadas dotcom. Nestes casos, o alvo principal da comercialização era fundamentado na própria empresa que se oferecia na rede, sem a preocupação com adequações ao desejo de seus consumidores, tampouco com as particularidades culturais ou de outra ordem que por acaso pudessem surgir.

Aspectos como níveis de renda, grau de instrução e até mesmo faixa etária foram determinantes para delimitar os mais variados perfis para os consumidores eletrônicos. De acordo Scartezini (2000), secretária de Política e Automação do Ministério da Ciência e Tecnologia com dados recentes nos mostram que se superou a marca de 10 milhões de microcomputadores instalados no Brasil, sendo que contamos com o 13° maior parque de PCs do mundo e o (primeiro da América Latina. Isto nos leva a considerar que com a disponibilização do ferramental mínimo necessário para o acesso a Internet e, conseqüentemente, ao comércio eletrônico, poder-se-ia aumentar o número de usuários e, conseqüentemente, o número de transações via este tipo de comércio.

Todavia, e não obstante os negócios gerados pela Internet no Brasil, movimentar um volume em torno de US$ 1,7 bilhão, que supera a marca de US$ 54 bilhões até 2005, conforme o consultor Rui Campos da Surftrade, o acesso à Internet, ainda está concentrado entre as classes A e B, havendo o que apropriadamente o diretor-executivo da ONG Comitê para a Democratização da Informática (CDI) Rodrigo Baggio, em entrevista concedida à revista Update, no.362 p.12, denominou de “apartheid digital” (CAMPOS, 2000).

A despeito da explosão de empresas pontocom promovendo o acesso gratuito, segundo pesquisa realizada entre 15 a 28 de maio de 2000 com 15 mil pessoas (7° Internet Pop) do IBOPE (2000), entre fevereiro e maio de 2000, o número de internautas aumentou apenas 1% (de 12% para 13% da população das regiões pesquisadas, onde habitam cerca de 38 milhões de pessoas). Cerca de 14% dos internautas entrevistados admitiram haver realizado compras via internet, o que demonstra as dificuldades que o comércio eletrônico ainda tem que ultrapassar para ampliar sua conquista de espaço junto aos consumidores do mercado tradicional.

No mundo das negociações Business to Consumer existem diversas maneira para ter acesso à transação propriamente dita, como publicações especializadas; oferta de produtos por meio de publicidade em sites diversos; nos sites de venda específica do produto, e outros.

Albertin (1999), quando se refere à perspectiva do consumidor, o comércio eletrônico facilita as seguintes transações comerciais:

  • Interação social: As aplicações eletrônicas permitem aos consumidores comunicar-se uns com os outros via correio eletrônico, videoconferência e grupos de discussões;
  • Gerentes de financiamento pessoal: Aplicações eletrônicas permitem aos consumidores administrar investimentos e finanças pessoais usando ferramentas de bancos on line; e
  • Compra de produtos e informações: Aplicações eletrônicas permitem aos consumidores encontrar on line informações sobre a existência e lançamentos de novos produtos e serviços.

Vale salientar que a demanda dos consumidores procura não apenas acrescentar serviços de venda, indo mais além, ocasião em que busca financiamentos e até mesmo grupos de discussões acerca de um determinado produto.

Subsídios como as faq (frequently asked questions), são ferramentas para garantir que o consumidor esteja informado; pelo menos pretende auxiliá-lo a se senti inteiramente satisfeito ao sanar dúvidas mais urgentes sobre satisfação advinda com a aquisição do produto, ou ainda instruções sobre a utilização do mesmo.

Não se pode negar o desenvolvimento das compras online, que a cada dia se demonstra um relevante meio de divulgação de produtos e empresas, decorrente de seu acesso simples e instantâneo a um mix de produtos e empresas, promovendo uma concorrência jamais vista na história do consumo.

Para tanto, faz-se indispensável o uso de uma ferramenta para as empresas que fazem de suas operações online um diferencial, o Database Marketing.

Os módulos de Database Marketing podem ser personalizados de acordo com as necessidades características de cada organização e auxiliam no atendimento ao cliente, valorizando a relação entre as duas partes, uma vez que permite colher informações acerca dos usuários e a criação de perfis específicos.

Autor:

Miguel Hailer Sanchez - Analista de Sistemas.



 
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